domingo, 30 de janeiro de 2011

Psicoterapia Centrada na Pessoa

A Abordagem Centrada na Pessoa surgiu a partir das experiências pessoais e profissionais de Carl Ransom Rogers (1902-1987), considerado o mais influente psicólogo e psicoterapeuta na história americana, pioneiro na pesquisa científica em psicoterapia e por isso, o mais influente teórico no campo das teorias humanistas da personalidade.


A teoria da Terapia Centrada da Pessoa (uma dentre as várias aplicações desta abordagem) parte da idéia que as mesmas atitudes do terapeuta são vivenciadas em múltiplos contextos e tem implicações em todas as atividades humanas que envolvem relacionamentos interpessoais. Não é simplesmente e somente uma teoria da terapia, mas de uma teoria sobre as relações humanas. Assim, o terapeuta é no consultório o mesmo que ele é fora dele.

É uma abordagem que se diferencia das demais, sobretudo por não estar centrada em uma técnica, pois são as atitudes do terapeuta que irão proporcionar ao cliente a possibilidade de mudança.

Na Psicoterapia Centrada na Pessoa, a maneira mais eficaz para ajudar alguém é a crença nas potencialidades da pessoa, onde o terapeuta é um facilitador. A partir da nossa convicção de que todo ser humano traz dentro de si uma tendência ao crescimento e que é capaz de resolver seus problemas, buscamos acompanhar essa caminhada, vivenciando uma relação de ajuda. Desta forma, não vamos atrás de nenhuma informação, não realizamos entrevistas sobre o passado, relação pai e mãe, por exemplo, pois o que importa é o “aqui e agora”. E, além disso, não indicamos o caminho que julgamos melhor mas sim acreditamos que o cliente, com um ambiente facilitador e acolhedor, conseguirá encontrar seus próprios caminhos.

A ênfase da psicoterapia está nos aspectos emocionais da situação muito mais do que nos aspectos intelectuais e por isso o terapeuta não segue aquele padrão de algumas outras abordagens de apenas acenar com a cabeça e ficar em silêncio na espera de mais informações. Trabalhamos com sentimentos. Escutamos o cliente*, pois o ser humano gosta de ser ouvido. Tentamos sentir junto com o cliente. É por que tudo isso que considero a relação terapêutica em si como uma encantadora experiência de crescimento.

* utilizamos o termo cliente e não paciente, pois paciente é aquele que está doente ou aquele que recebe ação praticada por outro alguém e não assim que entendemos a nossa relação de ajuda.

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